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ARTIFICIAL LIFE 2078 – HQ UNDERGROUND

Para entender o mundo e a dinâmica de Artificial Life 2078:

Na página-post COMICS https://gambcodes.com/2015/06/20/comics/ vamos publicar as tirinhas de Artificial Life 2078 que mostram a dinâmica de um mundo sujo, artificial, problemático, desigual e cruél. Criação do editor Homero Oliveira materializada na arte de Bruno Santos (apresentação: https://gambcodes.com/sample-page/).

Em Artificial Life 2078 acompanharemos as vidas de personagens que vivem na cidade de Low Carb Land: a cidade possui esse nome pois a cultura desse mundo que se passa 2078 anos após o ano de 2017 , se basei em poucos fragmentos de documentos que sobraram do século XXI: o nome Low Carb Land faz referência de um trecho de um documento do século XXI que indica que os níveis de carbono na atmosfera devem ser reduzidos para evitar a alteração do clima, com base nesse fragmento, os governantes de Artificial Life  decretaram a lei de proibição de produção de consumo de AÇÚCAR que é muito rico em carbono.

Os personagens moram no distrito 451 denominado Low Carb Land onde a repressão à produção e consumo de açúcar é neuroticamente implementada.

Os habitantes de Low Carb Land são classificados conforme as habilidades e funções que realizam ou seja, são divididos em classes: P1: deslocam corpos físicos; P2: deslocam corpos físicos e não físicos (informações); p3: deslocam e organizam  apenas informações e idéias.

Toda a população é dependente química e todos utilizam os chamados BRICKS que nada mais são que compostos químicos sintéticos fabricados, controlados e distribuídos pelo governo levando em consideração a dependência de cada habitante e suas respectivas substâncias.

Entidades biológicas extraterrenas fizeram contato com a humanidade em 2050 e logo após isso, ocorreu o lendário HECATOMBE, mas como a realidade muda e o espírito humano não guarda memórias precisas, não sabem ao certo que hecatombe foi esse: apenas sabem que entre 2050 e data presente em que vivem, ocorreu uma grande guerra núclear e cataclismas estranhos, depois disso foi só escuridão.

A sociedade de Artificial Life é tecnocrática ao extremo, pois os EBES (entidades biológicas extraterrenas) se aliaram aos governantes locais e com o que sobrou da antiga tecnologia implementaram um sistema de controle quase que total de toda entidade viva e não viva que habita o perímetro de “VIDA LIMPA” da cidade.

Todos os habitantes que vivem no perímetro  de “VIDA LIMPA” ou seja, dentro dos muros da cidade artifical de LCL (Low Carb Lamb) usam uma pulseira dotada de GPS e com a tecnologia 5G são monitorados 24 horas pelos departamentos de VIGILÂNCIA cuja gestão é dos EBES. Caso não sigam as regras e horários, os personagens levam choques eletromagnéticos das pulseiras.

Enfim, espero que gostem das tirinhas e mais uma vez digo: qualquer semelhança com o mundo real é apenas reflexo da dor e tristeza que sinto quando percebo que cada vez mais somos monitorados e controlados por sistemas semi-inteligentes e seus algoritmos frios idealizados pelos donos e gestores de nossas vidas… artificiais.

Economia: o dinheiro em Artifical Life ou moeda de troca, nada mais é do que códigos impressos em papel moeda que uma vez digitados em terminais de computadores, liberam o usuário de estar logado no Grande Sistema de Controle e uma vez deslogado, o habitante pode se deslocar para onde quiser ir ou fazer o que quiser sem levar eletrochoques pela pulseira e não precisa dar satisfação do que vai fazer no período em que estiver off-line no sistema.

 

Att Homero Henrique de Oliveira


 

 

 

 

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